sexta-feira, 16 de junho de 2017

  Dedico a postagem de hoje ao meu padrinho.
Emanoel Moura.
Um ser humano muito especial 
que trás para minha vida objetivos 
para viver  seja qual for a minha desesperança..

Se existe saudade

A saudade é esse passarinho que vem de leve e pousa no nosso coração trazendo lembranças, 
como um colibri que beija a flor e traz beleza.
 E ela nem escolhe hora ou lugar, só aparece assim,
 invadindo inteiramente esse espaço que consideramos reservado às pessoas ou ocasiões especiais.

Mas se existe saudade, é porque existem sementinhas de ternura plantadas em nós; 
pedacinhos de coisas boas, que talvez nem tenham ficado muito tempo, 
mas o suficiente para deixar um rastro, um sabor, uma marca, um perfume.

Outro dia, falando sobre a saudade que sinto da minha família virtual, ouvi, com surpresa, 
alguém dizer que não é possível sentir saudade de pessoas que nunca vimos.
E como não?

Que nome dar então a essa falta, esse vazio nostálgico, dolorido e bom que invade a alma e toma conta do momento? 
Essa viagem que fazemos sem malas e documentos e que nos leva e nos trás, cheios de amor e de não sei o quê?

A saudade é uma prova, um certificado, carimbado e assinado embaixo de que não estamos inteiramente sós e nem vazios. 
As pessoas vêm e vão e ficam assim se prolongando em nós, existindo pela eternidade do nosso caminho.

E amanhã ou depois, quando tudo o que sobrar em nós forem pedaços do passado,
 teremos esse coração rico em histórias que nos farão rir sozinhos e nos sentir vivos.

São essas as peças que os verdadeiros amigos pregam ao nosso coração. Caímos nessa armadilha e ainda nos divertimos.

Aprendemos assim que sentir saudade é respirar o amor que plantaram em nós. 
É viver depois repletos desse amor para a vida toda.

Letícia Thompson   

Força, fé, saúde, coragem e Deus.
 Obrigada pela sua gentil visita e comentário.
 
TOPO
©2007 Elke di Barros Por Templates e Acessorios